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STF decide sobre prisão de ex-chefe do BRB, Paulo Henrique Costa, em caso de corrupção

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) definirá, no dia 22 de abril, se mantém a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). Costa foi detido na última quinta-feira, 16 de abril, durante a quarta fase da operação Compliance Zero.

Decisão sobre a prisão será em sessão virtual

O ministro André Mendonça, relator do caso, determinou que a decisão que autorizou a prisão de Paulo Henrique Costa seja revista pelo colegiado. A análise ocorrerá em sessão virtual, onde os ministros registrarão seus votos eletronicamente. A sessão se estenderá até o dia 24 de abril.

Detalhes da prisão de Paulo Henrique Costa

Paulo Henrique Costa foi preso em sua residência, localizada no Setor Noroeste, em Brasília. Após a prisão, ele foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal e, posteriormente, transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, ainda na tarde de quinta-feira.

Investigação apura esquema de corrupção e lavagem de dinheiro

A prisão de Costa é resultado de uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre um esquema de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, relacionado à compra de carteiras de crédito consideradas fraudulentas.

Suspeita de propina de R$ 140 milhões

A Polícia Federal investiga se Paulo Henrique Costa recebeu R$ 140 milhões de Daniel Vorcaro, como propina para facilitar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A informação foi divulgada pelo analista da CNN, Matheus Teixeira.

Operação Compliance Zero cumpre mandados em SP e DF

A operação Compliance Zero, deflagrada na quinta-feira, cumpriu dois mandados de prisão e sete de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e no Distrito Federal. Os crimes investigados incluem corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa.

STF pode confirmar ou revogar a prisão

O rito do STF prevê que decisões individuais que determinam medidas cautelares, como a prisão, podem ser submetidas ao colegiado para confirmação. A Segunda Turma do STF agora decidirá se mantém ou revoga a medida determinada pelo ministro relator, André Mendonça.