Oscar Schmidt: Ídolo do basquete teve duas Brasílias e usava carro para passeios e caronas

O ex-jogador Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana de Parnaíba (SP).

A informação foi confirmada por sua assessoria. Segundo dados da prefeitura, o atleta sofreu uma parada cardiorrespiratória em casa e já chegou sem vida ao Hospital Municipal Santa Ana.

Uma carreira marcada por história e carisma

Conhecido como “Mão Santa”, Oscar Schmidt construiu uma trajetória marcante no esporte, sendo reconhecido mundialmente por sua habilidade e longevidade nas quadras.

O primeiro carro: uma Brasília inesquecível

No início da carreira, ainda aos 18 anos, quando jogava pelo Palmeiras, Oscar ganhou seu primeiro carro: uma Volkswagen Brasília.

O presente foi oferecido pelo patrocinador do time, João Marino, como reconhecimento pelo desempenho do atleta.

Em entrevista à revista Veja São Paulo, o ex-jogador relembrou o momento:

“Meu técnico me levou até uma concessionária para escolher o carro. Foi um prêmio pelo que eu vinha fazendo em quadra.”

A Brasília vinho e os primeiros momentos fora das quadras

Oscar escolheu uma Brasília zero quilômetro na cor vinho, que rapidamente se tornou parte importante de sua rotina.

Ele passou a dar carona para colegas e também utilizava o carro para passeios com sua então namorada, Cristina.

Entre os destinos frequentes estavam a Praça do Pôr do Sol, em São Paulo, e viagens ao Guarujá nos fins de semana.

Dificuldades e superação no início da carreira

No começo, o atleta enfrentava limitações financeiras e, em alguns momentos, chegou a não ter dinheiro para combustível.

Mesmo assim, investia no carro com itens simples, como rádio toca-fitas e rodas esportivas, refletindo a fase de crescimento profissional.

Uma segunda Brasília após acidente

Após um acidente de trânsito, a primeira Brasília foi substituída por outra, dessa vez na cor bege.

O episódio marcou um período de amadurecimento na vida do atleta, que já começava a ter melhores condições financeiras.

Despedida de um ícone do esporte

A morte de Oscar Schmidt encerra uma trajetória de grande relevância para o basquete brasileiro e internacional.

No início de abril, seu filho, Felipe Schmidt, recebeu uma homenagem em seu nome no Comitê Olímpico Brasileiro (COB), indicando que o ex-atleta já enfrentava problemas de saúde.

O legado de Oscar permanece como referência de dedicação, talento e paixão pelo esporte.

Fonte: Assessoria do ex-jogador, Prefeitura de Santana de Parnaíba e entrevista à revista Veja São Paulo.

Wendell Oliveira é editor da Globosfera e escreve sobre tecnologia, ciência, saúde, tendências digitais e atualidades, com foco em conteúdo informativo, claro e acessível.