A sensação de insegurança é uma realidade para grande parte da população brasileira. Uma pesquisa recente da OMA Pesquisa revelou que apenas 47% dos entrevistados afirmam se sentir seguros no bairro onde moram. O índice de segurança percebida cai ainda mais quando se trata da cidade, com apenas 32% dos cidadãos se sentindo seguros em seu município.
Medo generalizado e percepção de violência
O levantamento, realizado em novembro de 2025 com 1.115 entrevistas presenciais em 40 municípios de todas as regiões do país, indica que a violência é uma preocupação constante. Cerca de 94% dos brasileiros consideram suas cidades violentas em algum grau, sendo que 42% classificam o local onde vivem como “muito violento”. A margem de erro do estudo é de três pontos percentuais.
Fatores que alimentam o medo
Entre os principais fatores que contribuem para o medo da violência, roubos e furtos foram mencionados por 91% dos participantes. Logo em seguida, aparecem o roubo de celular e o tráfico de drogas, ambos citados por 89% dos entrevistados como elementos que geram insegurança.
A insegurança afeta diretamente o cotidiano dos brasileiros. Mais da metade da população, especificamente 57%, relatou ter alterado hábitos ou rotinas por receio da violência. As mudanças de comportamento incluem evitar sair à noite, modificar trajetos habituais e deixar de frequentar determinados locais.
Mulheres e a violência de gênero
Embora a sensação de insegurança seja disseminada independentemente de renda ou idade, as mulheres demonstram níveis mais elevados de preocupação. 74% delas se sentem inseguras nas cidades onde vivem. Adicionalmente, 83% das pessoas identificaram a presença de violência contra a mulher em suas localidades, o que reforça a necessidade de a violência de gênero ser um ponto central nas discussões sobre segurança pública no Brasil.
A pesquisa também apontou que a população não faz distinção clara entre roubo e furto, mas o impacto maior reside na sensação de vulnerabilidade que ambos os crimes geram. Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, comentou que a violência não deve ser vista apenas como dados estatísticos, mas como um fenômeno que interfere no cotidiano, e que o medo sentido pela população é legítimo, exigindo respostas mais eficazes do que as simplistas e punitivistas.
Fonte: CNN BRASIL
- OMA Pesquisa










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