Ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão se junta à defesa de ex-presidente do BRB

O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão passará a integrar a banca de defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). Aragão atuará em conjunto com o advogado criminalista Davi Tangerino, em uma movimentação que pode indicar uma aproximação com a possibilidade de um acordo de delação premiada.

Trajetória dos advogados

Eugênio Aragão possui uma extensa carreira jurídica, tendo sido membro do Ministério Público Federal entre os anos de 1987 e 2017. Durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, Aragão ocupou o cargo de ministro da Justiça. Já Davi Tangerino é um reconhecido criminalista, com experiência em assessorar empresas em processos que envolvem acordos de leniência.

Sinalização de delação premiada

A inclusão de Aragão na equipe de defesa de Paulo Henrique Costa é interpretada como a primeira sinalização de que o ex-presidente do BRB estaria aberto a negociar um acordo de delação premiada. Conforme antecipado anteriormente, Costa já demonstrava interesse em colaborar com a Polícia Federal desde fevereiro, mas essa intenção era desaconselhada por seu advogado à época.

Precedente em casos semelhantes

A estratégia adotada por Paulo Henrique Costa segue um roteiro semelhante ao do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master. Vorcaro também realizou uma troca em sua equipe de advogados com o objetivo de avançar em negociações para uma delação premiada.