Dólar fecha em R$ 4,97, menor valor desde março, com mercado atento a negociações EUA-Irã

O dólar encerrou o pregão desta segunda-feira (20) em leve baixa, cotado a R$ 4,9742, registrando seu menor valor desde março de 2024. A divisa acumulou uma queda de 9,38% em relação ao real no ano. A sessão foi marcada pela baixa liquidez, com investidores monitorando de perto os desdobramentos das tensões entre Estados Unidos e Irã.

Tensões no Oriente Médio e o impacto no câmbio

O cenário internacional dominou as atenções do mercado, especialmente a possibilidade de uma nova rodada de negociações entre EUA e Irã. O presidente americano, Donald Trump, anunciou que representantes dos EUA se dirigiam ao Paquistão para conversas, mas também ameaçou atacar infraestruturas iranianas caso um acordo para o fim da guerra não fosse aceito. Em resposta, o Irã rejeitou o ultimato, declarou ausência nas negociações e retomou o fechamento do tráfego de navios no Estreito de Ormuz, rota crucial para 20% do petróleo mundial. O prazo para o cessar-fogo entre os dois países expira na terça-feira.

Mercado brasileiro reage à baixa liquidez e cenário externo

No Brasil, o feriado de Tiradentes contribuiu para a redução da liquidez no mercado cambial, o que limitou as movimentações. O dólar à vista operou em margens estreitas, atingindo uma máxima intradia de R$ 4,9926 e uma mínima de R$ 4,9711. No fechamento, a moeda registrou uma oscilação de apenas -0,43% entre esses extremos. O dólar futuro para maio também acompanhou a tendência de baixa, cedendo 0,11% e sendo negociado a R$ 4,9845 na B3.

Intervenção do Banco Central e desempenho global do dólar

Em uma tentativa de gerenciar a liquidez, o Banco Central realizou a venda de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio. Globalmente, o índice do dólar, que mede seu desempenho contra uma cesta de seis moedas fortes, apresentava queda de 0,40% às 17h10, cotado a 98,057. Apesar de sustentar perdas frente ao euro e à libra, a moeda americana exibia desempenho misto contra divisas de emergentes, com altas ante a rupia indiana e o peso chileno, e quedas frente ao peso colombiano e mexicano.