Um casal foi condenado a 20 anos de prisão em Kentucky, nos Estados Unidos, por submeter três crianças órfãs a um regime de tortura, fome e confinamento. A sentença, considerada a pena máxima, foi proferida após a confissão de Mary Hall e Jerome Normal diante do juiz Eddy Coleman, do Tribunal do Circuito de Pike, nesta sexta-feira, 24. Eles foram condenados por abuso infantil criminal.
Descoberta após sinais de maus-tratos na escola
O caso veio à tona após professores da escola onde as crianças estudavam notarem hematomas visíveis e sinais claros de fome em seus corpos. As crianças viviam em um quarto trancado por fora, com janelas vedadas por tábuas, e eram submetidas a punições severas, incluindo privação de comida e trabalho forçado, conforme relatou o jornal O Globo.
Histórico familiar e início do relacionamento
Mary Hall assumiu a guarda dos três filhos de sua irmã em 2018, após a morte desta em um acidente de carro. O pai das crianças também se ausentou de suas vidas, tendo sido condenado por homicídio culposo e enviado para a prisão, segundo o promotor do condado de Pike, Bill Slone. Em 2023, Mary mudou-se com as crianças para o condado de Pike, onde conheceu e iniciou um relacionamento com Jerome Normal.
Denúncia formal após retorno de recesso escolar
Pouco tempo após a mudança, profissionais da escola começaram a observar os sinais de maus-tratos. A situação se agravou em 2025, quando uma tempestade de inverno provocou um longo recesso escolar. No retorno às aulas, uma das crianças apareceu machucada, desnutrida e com um dente quebrado. Esse fato levou os professores a fazerem uma denúncia formal à Polícia Estadual de Kentucky.
O promotor Bill Slone destacou que os professores tentavam garantir o bem-estar da criança, que, segundo ele, foi deixada “praticamente à beira da morte por fome durante cinco semanas”. A investigação subsequente revelou a situação deplorável em que as crianças viviam.
A guardiã judicial nomeada para as crianças, Amber Hunt, relatou que uma das vítimas, na tentativa de obter água, chegava a sugar a umidade das paredes. As crianças eram obrigadas a realizar trabalhos manuais e instruídas a não revelar a verdade sobre os abusos. A acusação apontou que uma das vítimas era proibida de participar de passeios escolares ou de se alimentar em atividades da escola.
Apesar da descoberta, as crianças carregam traumas emocionais profundos. Uma assistente social descreveu o medo constante que elas vivenciam, passando por hospitais, lares temporários e noites sem dormir. Segundo defensores do caso, o estado mental das crianças impede que vivam juntas no mesmo lar.
O promotor Bill Slone atribuiu aos profissionais da equipe escolar o mérito por evitar um desfecho trágico. Ele ressaltou que as leis de Kentucky proíbem punições cruéis e incomuns, justificando a imposição da pena máxima de 20 anos ao casal.
Fonte: Aventuras Na história


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