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Vídeos de pessoas dobrando roupa podem ser a chave para treinar robôs do futuro

A inteligência artificial está avançando em direção a tarefas domésticas, com empresas e pesquisadores utilizando vídeos de atividades diárias para treinar robôs. O objetivo é que, no futuro, essas máquinas consigam executar funções como dobrar roupas de forma autônoma.

DoorDash investe na produção de dados para robótica

A DoorDash, empresa conhecida por entregas de comida, está investindo na produção de dados para robótica. A empresa recruta trabalhadores globalmente para gravar vídeos de tarefas domésticas, como organizar roupas e lavar louça. Em alguns casos, os participantes usam smartphones acoplados à cabeça para capturar os movimentos das mãos, dedos e olhar com precisão, recebendo até US$ 25 por hora, segundo o The Washington Post.

Como os vídeos são usados para treinar robôs

  • Os dados dos vídeos são analisados para identificar padrões de movimento.
  • Modelos de aprendizado de máquina tentam prever quais ações devem ser executadas em cada etapa de uma tarefa.
  • As instruções são transferidas para robôs, que passam a tentar reproduzir os movimentos de forma independente.

Essa estratégia se baseia nas “leis de escalabilidade”, onde um maior volume de dados tende a melhorar o desempenho dos sistemas de IA, como já visto em chatbots e geração de imagens.

Alternativas no treinamento de robôs

Diferente de textos e imagens, não há um grande repositório público de dados para treinar robôs, tornando o processo mais complexo e caro. Uma alternativa é a teleoperação, onde humanos operam robôs manualmente para gerar dados precisos, mas esse método é lento e custoso.

Modelos híbridos e outras abordagens

Pesquisadores exploram modelos híbridos, usando vídeos de humanos para ensinar conceitos básicos e complementando com dados mais sofisticados obtidos por teleoperação. Outras abordagens incluem adaptar ferramentas para capturar movimentos humanos, aproximar o design dos robôs da anatomia humana e usar ambientes virtuais para treinamento.

  • Adaptação de ferramentas para facilitar a captura de movimentos humanos.
  • Projetos que tentam aproximar o design dos robôs da anatomia humana.
  • Uso de ambientes virtuais para treinamento em simulações.

O futuro da robótica doméstica

Apesar dos avanços, a aplicação prática em larga escala ainda é incerta. Ken Goldberg, especialista em robótica, acredita que os dados mais valiosos virão quando os próprios robôs atuarem em ambientes reais, aprendendo com a experiência direta, mas o prazo para isso é difícil de prever, podendo levar de 2 a 20 anos, ou mais.