Tragédia no Sloth World Orlando: 31 preguiças morrem em transportes para parque temático

Um total de 31 preguiças morreram em circunstâncias trágicas durante transportes de animais silvestres importados da América do Sul para a Flórida. Os animais, destinados ao parque temático Sloth World Orlando, que ainda não foi inaugurado, não resistiram às condições de armazenamento inadequado após sobreviverem às viagens. A principal causa apontada pelas autoridades ambientais é o choque térmico.

Lotes de animais e condições precárias

Entre os anos de 2024 e 2025, o parque Sloth World Orlando importou preguiças em duas remessas distintas. A primeira, vinda da Guiana, continha 21 animais. Embora a viagem tenha sido bem-sucedida, durante o período de adaptação, os animais foram mantidos em um galpão sem um sistema térmico adequado. Com a chegada da estação mais fria na Flórida, as preguiças sucumbiram ao choque térmico. Relatos indicam que tentativas de reverter a situação com aquecedores elétricos foram frustradas por um curto-circuito na rede elétrica, impedindo o aquecimento necessário.

Um segundo grupo, composto por 10 preguiças provenientes do Peru, chegou em 19 de fevereiro de 2025. Neste lote, dois animais já foram encontrados mortos na chegada. As oito preguiças restantes faleceram posteriormente em decorrência de problemas de saúde, elevando o total de mortes para 31.

Investigações apontam despreparo e falhas

A sucessão de mortes chamou a atenção das autoridades, que iniciaram investigações sobre o comércio e transporte de animais silvestres. A Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida, responsável pelas apurações no galpão operado pela empresa Sanctuary World Imports, identificou falhas graves. Entre os pontos levantados estão o despreparo da equipe, superlotação dos recintos, ausência de adequação térmica e a falta de atendimento médico adequado aos animais.

Em contrapartida, um ex-sócio do Sloth World Orlando contestou algumas das alegações. Ele informou que a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida já havia realizado inspeções rigorosas no parque e no galpão antes dos incidentes. O ex-sócio negou que os animais tenham sofrido hipotermia ou ficado sem água e eletricidade. Apesar das declarações, o parque tem enfrentado forte crítica pública antes mesmo de sua abertura oficial.

Fontes: Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida; Relatório de abril de 2025.

Wendell Oliveira é editor da Globosfera e escreve sobre tecnologia, ciência, saúde, tendências digitais e atualidades, com foco em conteúdo informativo, claro e acessível.