O Hard Rock Stadium, em Miami, está no centro de uma complexa operação logística e de engenharia para se adaptar a três dos maiores eventos esportivos globais: o GP de Miami de Fórmula 1, o Miami Open de tênis e a Copa do Mundo da FIFA. Entre o fim de março e meados de julho, o local passa por transformações profundas e surpreendentes para acomodar as demandas de cada modalidade.
Do Tênis à Velocidade: A Adaptação do Estádio
Atualmente, o estádio sedia o GP de Miami de Fórmula 1, que começou nesta quinta-feira (30). A pista urbana serpenteia ao redor da estrutura, enquanto o interior do estádio abriga a vila das equipes. Em março, a CNN Brasil esteve no local e registrou a presença da enorme arena de tênis do Miami Open, que chegou a receber um público recorde de mais de 17 mil pessoas em uma partida.
Um vídeo em timelapse enviado pela equipe do Hard Rock Stadium demonstra a agilidade e a escala das mudanças, mostrando o local se metamorfoseando de um evento para outro. A complexidade do trabalho é evidenciada pelo cronograma detalhado que rege as intervenções.
Cronograma Intenso de Reformas e Montagens
Com mais de 4 mil pessoas envolvidas e operando 24 horas por dia, 7 dias por semana, as reformas no Hard Rock Stadium, que também sediará a final do College Football Playoff National Championship em 2026, visam atender às exigências de cada evento. O cronograma, iniciado em 19 de janeiro, segue até meados de julho.
- A transição do CFP National Championship para a Fórmula E demanda 10 dias.
- A construção da quadra central do Miami Open leva 47 dias.
- A desmontagem dessa quadra central requer 12 dias.
- A montagem da vila das equipes de Fórmula 1 é realizada em 14 dias.
- A desmontagem da vila de F1 e a instalação do gramado para a Copa do Mundo levam outros 14 dias.
Gramados de Ponta para a Copa do Mundo
Para a Copa do Mundo da FIFA, o Hard Rock Stadium, que será comercialmente conhecido como Miami Stadium, sediará sete partidas, incluindo o confronto entre Brasil e Escócia, além de uma quartas de final e a disputa pelo 3º lugar. A instalação do gramado para o torneio só ocorrerá após a desmontagem da estrutura da Fórmula 1.
A solução para garantir a qualidade do gramado em meio a tantos eventos reside em uma fazenda de 323 mil m², localizada perto de West Palm Beach e pertencente ao bilionário Stephen M. Ross, proprietário do Miami Dolphins e do próprio estádio. Esta propriedade é especializada na criação de gramas para prática esportiva, incluindo o tipo utilizado pela FIFA em competições recentes e que será empregado na Copa de 2026.
Após a conclusão das atividades da Fórmula 1, o gramado pronto será transportado por caminhões e montado no Hard Rock Stadium, garantindo as condições ideais para receber as seleções que disputarão o Mundial.
Fonte: CNN BRASIL










Deixe uma resposta