Um avião da empresa Aerotax, fretado pela Prosegur S.A., caiu na cidade de Minga Guazú, no Paraguai, no último sábado (18), e parte de sua carga milionária em dólares e reais foi saqueada pela população local. As autoridades paraguaias investigam o desaparecimento de aproximadamente US$ 1,3 milhão e R$ 4 milhões que estavam a bordo da aeronave.
Detalhes da queda e saque
A aeronave, um Cessna 402B de matrícula ZP-BEE, decolou do Aeroporto Internacional Guarani, em Minga Guazú, com destino à capital Assunção, transportando cerca de US$ 5 milhões e milhões de reais. Pouco após a decolagem, o piloto relatou um problema em um dos motores e decidiu retornar à pista. No entanto, o avião caiu a menos de um quilômetro do aeroporto.
Segundo Carlos Duré, chefe do Comando Tripartite, moradores de um bairro de baixa renda próximo ao local do acidente se dirigiram à área da queda. Ao encontrarem o dinheiro espalhado, cerca de cinquenta pessoas teriam começado a recolher as notas, colocando-as em bolsos e sacolas. A demora de 15 a 25 minutos para a chegada da polícia e dos bombeiros facilitou a ação.
Investigação e desdobramentos
As autoridades paraguaias estão em processo de identificação dos envolvidos e de localização dos valores subtraídos. Até o momento, ninguém foi detido. Duré também relatou que parte do dinheiro foi incinerada durante o acidente, embora sem especificar quantias. A Direção Nacional de Aeronáutica Civil (DINAC) confirmou ter recebido um alerta de falha no motor esquerdo da aeronave.
A situação se complicou com relatos de que alguns dos saqueadores se tornaram vítimas. Organizações criminosas, cientes da perda de cerca de US$ 2 milhões, teriam se passado por policiais para roubar o dinheiro de quem o havia recolhido. Equipes de inteligência foram mobilizadas para tentar recuperar os valores.
Vítimas e posicionamento da empresa
O acidente resultou na morte do piloto Fernando Noldin. O copiloto Yeruti Nunez encontra-se em condição estável, e dois passageiros foram hospitalizados com ferimentos graves e prognóstico reservado. Em nota, a seguradora Prosegur lamentou a morte do piloto, ofereceu apoio aos colaboradores e confirmou a perda de parte dos bens transportados, informando que está colaborando com as autoridades na investigação.










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