Atirador no Jantar da Casa Branca se Autodenominava ‘Assassino Federal Amigável’ e Tinha Manifesto Anti-Trump

O suspeito de realizar um ataque a tiros durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca no último sábado (25) se identificava como “Assassino Federal Amigável” em um manifesto compartilhado com familiares minutos antes do incidente. O documento, obtido por uma fonte familiarizada com o caso, revelava a intenção explícita de atacar funcionários do governo dos Estados Unidos, embora indicasse que as forças da lei não seriam alvos.

Manifesto e Motivação

Investigadores tiveram acesso a diversas versões do manifesto, que, segundo uma fonte oficial, apontam para uma forte ideologia contrária ao governo do presidente Donald Trump. Os textos apresentavam retórica direcionada contra autoridades governamentais. O conteúdo foi inicialmente divulgado pelo jornal “New York Post”, que também revelou a alcunha utilizada pelo agressor.

O Ataque e a Reação

O ataque ocorreu durante o evento que contava com a presença do presidente Trump, que foi rapidamente retirado do palco pelo Serviço Secreto. O vice-presidente JD Vance e membros do gabinete também deixaram o local às pressas. Apesar de o manifesto indicar que o suspeito não visava policiais, houve troca de tiros entre o homem e agentes de segurança no momento da abordagem, conforme relatou um oficial da polícia de Washington, D.C.

Identificação e Acusações

O suspeito foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos. Ele deve ser indiciado na segunda-feira (27) com acusações de uso de arma de fogo durante um crime violento e agressão a um agente federal com arma perigosa, conforme informou a procuradora federal Jeanine Pirro. O chefe interino da Polícia de Washington, D.C., Jeffery Carroll, detalhou que Allen estava armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas, sendo interceptado após a troca de tiros.

Perfil do Suspeito e Investigação

Carroll descreveu Allen como um “indivíduo solitário” e indicou que há indícios de que ele estivesse hospedado no hotel Washington Hilton, onde o evento foi realizado. O quarto utilizado pelo suspeito foi isolado para investigação. Durante a madrugada, agentes do FBI concentraram esforços em frente a uma residência ligada a Allen em Torrance, subúrbio de Los Angeles, que foi isolada pela polícia.

Registros públicos indicam que Allen trabalhava como professor e desenvolvedor de videogames no sul da Califórnia, com formação em engenharia pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), segundo informações repassadas à CNN. Um agente do Serviço Secreto foi atingido durante o confronto, mas a bala ficou retida em seu equipamento de proteção e ele já recebeu alta.

Declarações de Trump

Em coletiva de imprensa após o incidente, o presidente Trump comentou o caso, declarando: “Parece que eles acham que ele era um lobo solitário. E eu também acho isso”. Em entrevista à “Fox News” na manhã seguinte, o republicano reforçou que o suspeito era “um cara muito problemático”, acrescentando que o manifesto demonstrava um “ódio” a cristãos, algo que, segundo ele, a família do suspeito já havia denunciado à polícia.

Fonte: CNN BRASIL

Wendell Oliveira é editor da Globosfera e escreve sobre tecnologia, ciência, saúde, tendências digitais e atualidades, com foco em conteúdo informativo, claro e acessível.