Artemis: Astronauta demonstra impacto da microgravidade no corpo após missão espacial; vídeo impressiona

A astronauta Christina Koch, integrante da missão Artemis II, divulgou um vídeo impactante em suas redes sociais, ilustrando os efeitos da microgravidade no corpo humano. As imagens mostram os desafios enfrentados por astronautas ao se readaptarem à gravidade terrestre após um período prolongado no espaço.

Dificuldades de locomoção após o retorno à Terra

No vídeo, Christina Koch demonstra dificuldades em caminhar de olhos fechados, mesmo sete dias após seu retorno à Terra. A astronauta parece perder o equilíbrio ao tentar dar um simples passo, evidenciando o impacto da microgravidade em seu sistema vestibular. “Acho que vou ter que esperar um tempinho para surfar novamente”, brincou Koch na legenda do vídeo.

O papel do sistema vestibular na microgravidade

Koch explica que, em ambientes de microgravidade, os sistemas do corpo responsáveis por informar ao cérebro sobre os movimentos – os órgãos vestibulares – não funcionam adequadamente. O cérebro se adapta a ignorar esses sinais, tornando a visão essencial para a orientação após o retorno à gravidade. “Caminhar com os olhos fechados pode ser um grande desafio! Aprender sobre isso pode nos ajudar a entender melhor como tratamos vertigem, concussões e outras condições neurovestibulares na Terra”, concluiu.

Outros efeitos da permanência no espaço

Cientistas continuam a investigar os efeitos de longo prazo da exposição prolongada ao ambiente espacial. Além da falta de equilíbrio, astronautas podem sofrer outros impactos significativos. Joe Dervay, cirurgião de voo da Nasa, revelou em entrevista à CNN que astronautas podem experimentar perda de densidade óssea e atrofia muscular. Estudos também apontam para a possibilidade de perda de controle motor, coordenação e equilíbrio, além do desenvolvimento de um tipo de enjoo espacial.

Impactos no sistema imunológico e no DNA

A ausência de gravidade também pode comprometer o sistema imunológico e cardiovascular, a visão e até mesmo o DNA. No sistema imunológico, os glóbulos brancos, responsáveis por combater infecções, sofrem alterações. Michael Harrison, especialista em medicina aeroespacial da Mayo Clinic, na Flórida, observou a ativação de alguns vírus latentes, sem efeitos a longo prazo associados. A exposição à radiação no espaço, monitorada por dosímetros na Estação Espacial Internacional, pode danificar o DNA e aumentar o risco de câncer ao longo da vida.

Estudo com gêmeos da Nasa revela alterações no DNA

Um estudo comparativo entre os astronautas Scott Kelly e seu irmão gêmeo idêntico, o astronauta aposentado Mark Kelly, revelou modificações químicas no DNA de ambos durante e após a missão de Scott no espaço. No entanto, essas alterações retornaram ao normal após o retorno de Scott à Terra. Curiosamente, os telômeros de Scott, que geralmente encurtam com a idade, aumentaram durante sua permanência no espaço, voltando ao tamanho normal após o retorno. Cientistas acreditam que a rotina de exercícios e a dieta de Scott no espaço podem ter influenciado positivamente seus telômeros.

O estudo dos efeitos da microgravidade no corpo humano é crucial para o planejamento de futuras missões espaciais de longa duração, como as missões Artemis, e para o desenvolvimento de medidas preventivas e corretivas que garantam a saúde e o bem-estar dos astronautas.

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