Álbum da Copa 2026: Panini produz 11 milhões de figurinhas por dia no Brasil

A fábrica da Panini em Barueri, São Paulo, está a todo vapor na produção das figurinhas para o álbum da Copa do Mundo 2026. O local é responsável pela impressão de, no mínimo, 11 milhões de cromos diariamente, material que abastecerá não apenas o mercado brasileiro, mas também diversos países da América Latina.

Detalhes da Coleção e Preços

O aguardado álbum da Copa 2026 contará com um total de 980 figurinhas, das quais 68 são especiais e produzidas em papel metalizado. A coleção completa abrangerá todas as 48 seleções que disputarão o torneio. Cada envelope, contendo sete figurinhas, será comercializado a R$ 7. Segundo cálculos matemáticos, a probabilidade de completar o álbum sem encontrar cromos repetidos é menor do que a de ganhar na Mega Sena.

O lançamento oficial para o público está marcado para o dia 1º de maio. Os colecionadores terão diversas opções para adquirir o álbum: o modelo de brochura custará R$ 24,90, enquanto a versão de capa dura sairá por R$ 74,90. Para os entusiastas mais dedicados, há também a opção Premium, com capa dura e detalhes em prateado/dourado, vendida exclusivamente no site da Panini por R$ 359,90.

Seleção Brasileira no Álbum

Uma das curiosidades desta edição é a ausência do jogador Neymar no quadro da Seleção Brasileira. A lista de convocados para o álbum inclui os seguintes atletas: Alisson, Bento, Marquinhos, Éder Militão, Gabriel Magalhães, Danilo, Wesley, Lucas Paquetá, Casemiro, Bruno Guimarães, Luiz Henrique, Vinícius Júnior, Rodrygo, João Pedro, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli, Raphinha e Estêvão.

O Processo de Produção das Figurinhas

A produção em larga escala das figurinhas envolve um processo meticuloso. As páginas com as imagens das seleções são impressas em grande quantidade, formando verdadeiras montanhas de material. Em seguida, os cromos são separados e passam por máquinas de embaralhamento, projetadas para minimizar a ocorrência de figurinhas repetidas em um mesmo pacote. Por fim, as figurinhas são seladas nos envelopes.

Uma distinção visual marca os pacotinhos distribuídos no Brasil, que apresentam um tom branco, em contraste com os envelopes prateados destinados aos demais países da América Latina. O CEO da Panini, Raul Vallecillo, explica que o trabalho de desenvolvimento e produção começa com pelo menos três anos de antecedência em relação ao Mundial.

“O trabalho começa pelo menos três anos antes de o Mundial sair, porque há uma primeira edição, uma primeira parte que é a editorial, onde se define como será a composição do álbum”, detalha Vallecillo. Ele acrescenta que, após a definição editorial, uma segunda fase envolve a escolha dos jogadores com as equipes classificadas, seguida pela etapa operacional de produção e distribuição, com a fábrica brasileira servindo como centro de abastecimento para toda a América Latina.

Fonte: CNN BRASIL

Wendell Oliveira é editor da Globosfera e escreve sobre tecnologia, ciência, saúde, tendências digitais e atualidades, com foco em conteúdo informativo, claro e acessível.