O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta segunda-feira (20) que o Irã “vai negociar” antes de uma potencial nova rodada de conversas, que pode ocorrer no Paquistão. Em declarações feitas durante entrevistas por telefone, Trump demonstrou confiança na disposição iraniana para o diálogo, mas também emitiu um forte aviso sobre as consequências caso Teerã opte por não negociar.
Ameaças e expectativas para o acordo
“Bem, eles vão negociar, e se não o fizerem, enfrentarão problemas como nunca viram antes”, declarou o presidente americano. Trump expressou o desejo de que o Irã chegue a um “acordo justo” que permita a reconstrução do país e, crucialmente, que leve ao abandono de armas nucleares. Ele também justificou a recente ação militar contra o Irã, afirmando que “não tínhamos escolha” e que a operação foi um “ótimo trabalho” que resultará na satisfação de todos.
Prazo para o cessar-fogo e risco de retomada dos combates
Em relação ao cessar-fogo em vigor, Trump informou que sua data de término seria a “noite de quarta-feira (22), horário de Washington”. Ele classificou como “altamente improvável” a extensão do acordo caso um entendimento não seja alcançado. O cessar-fogo, que começou na noite de 7 de abril, estava originalmente previsto para durar duas semanas. O presidente enfatizou que não tem pressa em fechar um “mau acordo”, pois “temos todo o tempo do mundo”. Questionado sobre a possibilidade de os combates recomeçarem caso não haja acordo, Trump respondeu afirmativamente, indicando que esperaria a retomada imediata das hostilidades.


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