Policiais penais de SP protestam por reajuste negado por Tarcísio

Policiais penais do estado de São Paulo protestaram na Assembleia Legislativa (Alesp) em 24 de março, reivindicando o mesmo reajuste salarial de 10% proposto pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) às demais forças de segurança. A categoria expressou descontentamento por ter sido excluída dos projetos de lei que beneficiam as polícias Civil, Militar e Científica.

Os projetos de lei, enviados à Alesp em 19 de março, preveem o aumento de 10% para as outras corporações, mas não contemplam a Polícia Penal. A exclusão gerou indignação entre os servidores, que se sentem desvalorizados. Em um evento realizado também em 24 de março, onde anunciou investimentos, o governador Tarcísio de Freitas citou apenas a Polícia Civil, Militar e o Corpo de Bombeiros, omitindo a Polícia Penal de suas declarações.

A gestão estadual justifica a proposta de reajuste salarial para as outras polícias, atrelando-a à reestruturação de carreiras. Contudo, o Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo (Sinppenal) questiona essa argumentação. Segundo o sindicato, a Polícia Penal já passou por uma reestruturação em dezembro de 2024 e recebeu um reajuste salarial de apenas 5% cerca de seis meses depois, porcentagem significativamente menor do que a pleiteada atualmente para as outras categorias.

Além da disparidade no reajuste, a categoria denuncia que policiais penais são os únicos servidores das forças de segurança de São Paulo que ainda recebem por subsídios. Este regime de pagamento, conforme o Sinppenal, retirou os adicionais temporais, como quinquênios e sexta parte, que são mantidos para as demais forças policiais do Estado, aprofundando a sensação de tratamento desigual. Fábio Jabá, presidente do Sinppenal, afirmou que o governo “mente quando diz que deu aumento para todas as polícias”, reiterando o descontentamento da classe.

A desvalorização salarial soma-se a problemas estruturais enfrentados pela Polícia Penal. O sindicato aponta um déficit de 38% no efetivo da corporação, uma deficiência crítica diante do aumento contínuo da população carcerária. As projeções indicam que o número de presos no estado deve superar o recorde de 233 mil até o final do ano, pressionando ainda mais o sistema penitenciário. Essa situação, aliada a um aumento de apenas 3,43% na massa salarial da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), segundo a categoria, agrava a crise.

Diante do impasse e da mobilização da categoria, o Metrópoles, fonte da reportagem, solicitou um posicionamento oficial do governo do estado de São Paulo sobre as queixas apresentadas pelos policiais penais. Até o momento, a gestão estadual não se manifestou, deixando em aberto os próximos desdobramentos dessa reivindicação.

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