Motorista de ônibus é preso suspeito de matar manobrista por ciúmes de relacionamento em trisal

Um motorista de ônibus de 39 anos foi preso no último dia 14 no Terminal de Jacaraípe, na Serra, Espírito Santo, sob suspeita de assassinar a tiros Clóvis Brás Júnior, de 31 anos, manobrista do Transcol. O crime ocorreu em junho do ano passado, no bairro São Francisco, em Cariacica.

Motivação passional e gravidez no centro da investigação

As investigações, que tramitam em segredo de justiça, apontam que o motivo do assassinato seria ciúmes. Clóvis Brás Júnior teria se envolvido com uma das duas mulheres com quem o suspeito, Jackson Santana Medeiros, mantinha um relacionamento amoroso e morava junto, configurando um trisal. A relação entre a vítima e a mulher teria resultado em uma gravidez, e ela expressou o desejo de deixar o lar compartilhado com Jackson para viver com o manobrista.

Planejamento e execução do crime

Segundo as apurações, Jackson Santana Medeiros teria rejeitado a situação e planejado o homicídio. No dia em que Clóvis Brás Júnior foi morto, o suspeito apresentou um atestado médico à empresa onde ambos trabalhavam, o Grupo Santa Zita, para justificar sua ausência. A vítima foi surpreendida por um atirador em uma motocicleta quando chegava de carro à garagem para iniciar seu expediente. Testemunhas relataram que Clóvis tentou fugir, mas não obteve sucesso.

Conclusão do inquérito e prisão do suspeito

O inquérito policial, conduzido pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cariacica, foi concluído e encaminhado à Justiça em 24 de março deste ano. O autor do crime foi indiciado por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima. A prisão ocorreu no local de trabalho do suspeito, após ser capturado pela Polícia Militar.

Reações da família e da defesa

O advogado Gelianderson Siqueira, que representa a família de Clóvis Brás Júnior, expressou satisfação com o trabalho da DHPP e afirmou que os familiares aguardam ansiosamente pelo desfecho do caso. Ele descreveu a vítima como um jovem trabalhador e sem envolvimento com atividades ilícitas. Por outro lado, a defesa de Jackson Santana Medeiros, representada pelo escritório Valadares, Pedroni & Boldt, contestou a investigação, alegando que ela se baseou em “achismo” e comentários de terceiros. Os advogados também negaram a existência de um trisal envolvendo o suspeito e afirmaram que a verdade será esclarecida no decorrer do processo judicial.

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