Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, se apresentou à polícia no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, 20 de maio. A entrega ocorreu após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manter a ordem de prisão da professora, acusada de participação no assassinato do filho, ocorrido em 2021.
Decisão do STF e entrega de Monique
O ministro Gilmar Mendes, do STF, analisou um recurso apresentado pela defesa de Monique Medeiros e decidiu manter a ordem de prisão. Além disso, o magistrado rejeitou outros pedidos da defesa, como a concessão de um prazo para que a ré se apresentasse voluntariamente e a definição prévia de um local específico para sua custódia. Mendes determinou que a Secretaria estadual de Polícia Penal do Rio de Janeiro comunicasse, em até 24 horas, a unidade onde a mulher deveria se apresentar, com o objetivo de garantir sua integridade física e moral.
Em sua decisão, o ministro ressaltou que acolheu os embargos de declaração apenas para complementar a fundamentação de uma decisão anterior, sem alterar o resultado, e solicitou a prisão imediata de Monique. O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho e que também responde pela morte de Henry Borel, continua preso.
Relembre o adiamento do julgamento e a liberdade temporária
Monique Medeiros estava em liberdade desde 23 de março, data em que o julgamento pela morte de seu filho foi adiado. O adiamento ocorreu após os advogados do ex-vereador Dr. Jairinho deixarem o plenário. A juíza responsável pelo caso, Elizabeth Louro, classificou a atitude como “abandono ilegítimo” e marcou a retomada do júri para 25 de maio. Na ocasião, a juíza determinou o relaxamento da prisão de Monique, expedindo um alvará de soltura, por considerar que mantê-la presa configuraria “constrangimento ilegal”, uma vez que ela não teve responsabilidade pelo adiamento.
Enquanto Monique foi liberada, Jairinho permaneceu detido. Após a interrupção da sessão, a fonte destaca que ambos comemoraram o desfecho, em contraste com o pai do menino, Leniel Borel, que chorava.


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