O funkeiro MC Poze do Rodo foi transferido para o presídio de Bangu 1, localizado no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (17). A transferência ocorre após a manutenção da prisão do cantor pela Justiça Federal, que realizou audiência de custódia na quinta-feira (16).
Audiência de Custódia e Prisão Preventiva
A audiência de custódia de MC Poze foi conduzida de forma virtual, em uma sala do Presídio José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte do Rio. O cantor estava detido no local desde a tarde de quarta-feira (15). Na sede da Polícia Federal, MC Poze optou por permanecer em silêncio após sua prisão, que ocorreu em sua residência durante uma operação contra uma organização criminosa.
Acusações e Defesa
A organização criminosa sob investigação é acusada de lavagem de dinheiro e de realizar transações ilegais que ultrapassam R$ 1,6 bilhão. O advogado de defesa, Fernando Henrique Cardoso Neves, afirmou que ainda não teve acesso ao teor completo das acusações que motivaram a prisão. Segundo ele, a investigação é conduzida pela Polícia Federal de São Paulo em conjunto com a Justiça Federal de São Paulo. A defesa planeja solicitar um habeas corpus para que o cantor possa responder à investigação em liberdade, negando qualquer irregularidade por parte do artista.
Operação Narcofluxo e Prisão em Condomínio de Luxo
A prisão de MC Poze ocorreu no âmbito da Operação Narcofluxo, que tem como alvo uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro. Agentes da Polícia Federal cumpriram mandados na casa do cantor, localizada em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio. Esta é a terceira vez que Poze é preso. Em 2023, ele foi detido em uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e em 2019, foi preso em flagrante após um show em Mato Grosso.
Detalhes da Operação Narcofluxo
De acordo com a Polícia Federal, a organização criminosa utilizava um sistema complexo para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de grande porte, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos. A operação envolveu cerca de 200 policiais federais, que cumpriram 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em diversos estados do país. Além dos mandados, a Justiça determinou o sequestro de bens. Os investigados poderão responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Durante a operação, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos.
Prisões Anteriores e Acusações
Em 2023, MC Poze foi preso pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) por apologia ao crime e envolvimento com o tráfico de drogas. Na época, ele também era investigado por lavagem de dinheiro do Comando Vermelho (CV). A DRE alegou que Poze realizava shows em áreas dominadas pelo CV, com a presença ostensiva de traficantes armados, e que suas músicas faziam apologia ao tráfico e incitavam confrontos entre facções. Em 2019, a prisão em Mato Grosso ocorreu após denúncias de consumo de álcool e drogas por menores em um show, além da acusação de incitar crimes.
Transferência para Bangu 1
A transferência de MC Poze para Bangu 1 representa um novo capítulo em sua trajetória legal, enquanto a investigação sobre a organização criminosa e as acusações de lavagem de dinheiro continuam a se desenrolar.


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