O ministro do Empreendedorismo, Márcio França, tomou a decisão de deixar o governo Lula nesta quinta-feira (2), e auxiliares do presidente indicam que ele pode concorrer ao Senado por São Paulo, pelo PSB. A decisão foi tomada após uma reunião com o presidente Lula, que deu aval à decisão do aliado, reconhecendo sua importância no estado. A candidatura de França ainda não está totalmente confirmada, e seu objetivo principal seria reforçar a campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista.
O PSB já filiou a ministra Simone Tebet (Planejamento), que também está deixando o governo para disputar as eleições e anunciou sua candidatura ao Senado por São Paulo. A movimentação de França e Tebet intensifica o cenário político em São Paulo, com múltiplas figuras de destaque almejando uma vaga no Senado.
Inicialmente, França era cotado para assumir a pasta da Indústria e Comércio (MDIC) no lugar de Geraldo Alckmin, que também deixará o posto para concorrer à reeleição como vice na chapa de Lula. Lula havia considerado oferecer o MDIC a França para evitar uma possível candidatura ao Governo de São Paulo contra Haddad, mas optou por conversar com o ministro antes de tomar uma decisão final.
Além do Senado, França também manifestou interesse em concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, argumentando que sua candidatura poderia levar a disputa ao segundo turno. No entanto, o cenário agora exige que o governo Lula recalcule a composição da chapa de seu campo político em São Paulo. Com a possível entrada de França na disputa pelo Senado, somam-se a ele e Tebet a ministra Marina Silva (Rede), que também tem a intenção de se candidatar ao Senado no estado com o apoio do governo.
De acordo com aliados de Lula, França percebeu, através de pesquisas de intenção de voto, que teria chances reais em uma disputa ao Senado. Embora integrantes do PSB preferissem vê-lo como candidato a deputado federal, visando fortalecer a chapa do partido e aumentar sua bancada na Câmara, petistas afirmam que o político tem prioridade em sua sigla e poderá escolher em qual posição se candidatar. França já foi governador de São Paulo, entre abril e dezembro de 2018, após Alckmin deixar o governo para se candidatar à Presidência.
A decisão de Márcio França de deixar o governo e considerar uma candidatura ao Senado por São Paulo representa um movimento estratégico que pode reconfigurar as alianças e as disputas eleitorais no estado. Sua experiência como governador e sua influência política o tornam um nome de peso na corrida pelo Senado, enquanto sua possível candidatura levanta questões sobre o futuro da chapa governista em São Paulo e as prioridades do PSB nas próximas eleições.










Deixe uma resposta