A proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1, na qual o empregado trabalha seis dias e folga um, pode ter um impacto significativo no setor de shoppings centers no Brasil. Um estudo recente da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) aponta para uma possível queda superior a 12% nas vendas e no número de empregos. O cenário, segundo a associação, seria comparável ao período da pandemia, com uma retração abrupta no faturamento e um aumento da informalidade.
Impacto nas Vendas e no Emprego
De acordo com Glauco Humai, presidente da Abrasce, o fim da escala 6×1 teria um impacto considerável nas receitas do setor. Em entrevista, Humai ilustrou que, com base nas vendas de 2025, a implementação da nova legislação poderia resultar em uma perda de R$ 14 bilhões. Essa redução drástica afetaria a capacidade dos shoppings de manter os níveis atuais de emprego e investimento.
- Queda nas Vendas: Projeção de redução de R$ 14 bilhões nas vendas anuais.
- Perda de Empregos: Risco de aumento da informalidade e desemprego no setor.
Efeitos nos Pequenos Lojistas
A Abrasce destaca que os pequenos lojistas seriam particularmente afetados pela mudança na legislação trabalhista. Estes estabelecimentos representam uma parcela significativa dos shoppings, e o aumento dos custos trabalhistas poderia inviabilizar muitos negócios. A contratação de um novo funcionário representaria um aumento considerável nos custos para empresas menores.
- Impacto Desproporcional: Pequenos lojistas enfrentariam um aumento de 20% a 25% nos custos trabalhistas.
- Quiosques: Aumento significativo nos custos trabalhistas, podendo inviabilizar a operação.
Aceleração da Automatização
Outro ponto levantado pela Abrasce é a possível aceleração da automatização de funções nos shoppings. Com o aumento dos custos trabalhistas, a substituição de funcionários por máquinas e sistemas automatizados se tornaria mais atraente para os empregadores. Isso poderia levar à perda de empregos e à necessidade de requalificação profissional para muitos trabalhadores.
- Substituição de Mão de Obra: Aumento do uso de caixas automáticos e outras tecnologias.
- Desemprego Tecnológico: Processos de automatização seriam implementados mais rapidamente, gerando desemprego.
A Abrasce defende uma discussão mais aprofundada sobre o tema, com a realização de estudos e projetos piloto antes de qualquer implementação. A entidade não se opõe à evolução da legislação trabalhista, mas acredita que o momento e a forma como a proposta está sendo discutida são inadequados. A associação busca um debate construtivo para encontrar soluções que beneficiem tanto os trabalhadores quanto os empregadores.










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