Eduardo Bolsonaro reafirma liderança de Jair e discute política em visitas

Bolsonaro Mantém Influência na Direita, Diz Eduardo

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), continua a ser a principal liderança da direita no Brasil, mesmo após sua prisão. A declaração foi feita durante sua participação no CPAC (Conservative Political Action Conference) em Dallas, Texas, um dos maiores eventos conservadores do mundo.

Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos há um ano e enfrenta acusações no STF (Supremo Tribunal Federal), evitou comentar sobre possíveis nomes para vice em uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Ele manifestou preferência pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), em vez do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, como alternativa de terceira via.

Saúde e Condições de Bolsonaro Após Decisão do STF

A recente decisão do ministro Alexandre de Moraes de conceder prisão domiciliar a Jair Bolsonaro por 90 dias foi comentada por Eduardo. Ele alegou que a condenação e prisão desnecessária submeteram o ex-presidente a um estresse significativo. A medida foi tomada após Bolsonaro ser diagnosticado com pneumonia bacteriana por broncoaspiração, com alta prevista para esta sexta-feira (27).

Eduardo afirmou não ter detalhes sobre as condições das visitas, mas ressaltou que a vida privada e pública de Bolsonaro se confundem. “É claro que vão falar de política”, afirmou, reiterando que Bolsonaro continua sendo o líder da direita.

Visitas e Influência Política na Prisão

Anteriormente, durante sua pena na Papudinha, Bolsonaro já havia sido procurado por 25 pré-candidatos em busca de seu apoio. Atualmente, a decisão do STF autoriza apenas visitas de filhos, advogados, médicos e fisioterapeutas.

Eduardo se esquivou de indicar um nome para vice de Flávio, não comentando sobre Tereza Cristina (PP) e Romeu Zema (Novo). Ele mencionou que a decisão depende mais do entorno de Flávio, como Rogério Marinho, coordenador da campanha do PL. Eduardo afirmou que sua atuação é focada no âmbito internacional.

Futuro Político e Relações Familiares

Flávio Bolsonaro já declarou que, se eleito, nomearia Eduardo como chanceler do Brasil. Eduardo, por sua vez, afirmou que recebe a possibilidade com alegria, mas que ainda não há nada definido. Ele também mencionou a boa relação de Flávio com Paulo Guedes, ex-ministro da Economia, sem saber se ele teria interesse em retornar à vida pública.

Sobre a relação de Michelle Bolsonaro com Flávio, Eduardo sugeriu que, caso haja desentendimentos, eles devem resolver internamente. Ele defendeu que a decisão de Jair Bolsonaro de concorrer à Presidência não dependia essencialmente da aprovação de Michelle, reforçando a hierarquia partidária.

Cenário Político e a Terceira Via

Com a desistência de Ratinho Junior na disputa presidencial, Eduardo acredita que o caminho está aberto para Ronaldo Caiado assumir a chapa do PSD. Ele reiterou que Caiado representa a direita, em contraste com Eduardo Leite, que classificou como social-democrata. Eduardo negou que a candidatura de Caiado dividiria os votos da direita, afirmando que ele seria mais um a criticar Lula.

A ausência de Donald Trump no CPAC surpreendeu Eduardo. “Então, vou ter que ir na Casa Branca”, brincou, admitindo a frustração com a ausência de Trump, que, segundo ele, está envolvido em questões prioritárias, como a tensão com o Irã. Apesar disso, Eduardo destacou a oportunidade de interagir com brasileiros e estrangeiros no evento.

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