O castanheiro Jhemenson Rodrigues Gonçalves, de 32 anos, foi encontrado no último domingo, 26, após passar 22 dias desaparecido na Floresta Estadual do Paru, localizada na divisa entre os estados do Amapá e Pará. A força-tarefa especializada em buscas já havia encerrado os trabalhos na quarta-feira, 21, mas a família decidiu prosseguir com as buscas por conta própria, obtendo sucesso na localização do homem.
A busca e o resgate
Jhemenson Rodrigues Gonçalves havia sumido na região do rio Paru, em Almeirim, no Pará. A área é conhecida por sua mata fechada e de difícil acesso, com chuvas intensas e alagamentos que dificultam a locomoção, inclusive de veículos. Após o desaparecimento, a família acionou as autoridades, e o comando da 22ª Brigada de Infantaria de Selva do Exército iniciou os trabalhos de resgate.
As buscas oficiais contaram com recursos como um helicóptero, cães farejadores e drones. No entanto, devido às características naturais da região, que incluem a densidade da floresta e os alagamentos, Jhemerson não foi localizado mesmo após 19 dias de procura. Diante dos riscos apresentados por animais agressivos e outros fatores ambientais, as autoridades decidiram encerrar as operações de busca em 29 de maio.
A persistência da família e o reencontro
Apesar da decisão das autoridades, a família de Jhemenson Rodrigues Gonçalves relutou em desistir e continuou as buscas por mais cinco dias. A persistência foi recompensada quando encontraram o castanheiro fraco e desnutrido em meio à selva. Um dos voluntários, primo de Jhemenson, expressou a alegria do reencontro: “Achamos nosso primo. Agora a família vai ficar mais unida do que nunca. É só alegria!”
Relato de encontro com onça
Durante o período em que esteve perdido, Jhemenson Rodrigues Gonçalves relatou ter enfrentado uma situação de extremo perigo ao se deparar com uma onça. Surpreendentemente, o animal o deixou viver. Em seu relato, ele expressou o desespero e a fé que o mantiveram vivo: “Eu pensava que nunca mais ia ver minha família, já estava sem esperança. A onça não me comeu porque Deus estava me livrando. Eu não tinha como brigar com ela. […] Eu só queria saber de um dia chegar aqui e ver a minha família todinha”.
É relevante notar que este período coincide com a época de acasalamento das onças em toda a América Latina, o que pode intensificar a agressividade desses animais. A região amazônica, onde Jhemenson se perdeu, abriga uma grande população desses felinos, que buscam dar continuidade à espécie.
Fonte: Aventuras Na história


Deixe uma resposta