A Polícia Civil identificou quatro adolescentes envolvidos no caso da gata arremessada em um rio em São Luiz do Paraitinga, no interior de São Paulo. A investigação foi concluída e encaminhada à Vara da Infância e Juventude, que determinará as medidas socioeducativas cabíveis.
Detalhes da Investigação
De acordo com o delegado Felipe Bona, um dos adolescentes arremessou o animal, outro filmou a ação, e os demais instigaram o ato, sendo considerados partícipes. O caso ocorreu em 29 de novembro de 2025, mas o vídeo viralizou recentemente após ser publicado nas redes sociais.
A identificação dos envolvidos foi possível através da apreensão do celular utilizado na gravação, onde o vídeo original estava armazenado. Durante o inquérito, os adolescentes afirmaram que a ação começou como um “desafio” entre eles.
Enquadramento Legal
O caso foi registrado como ato infracional análogo ao crime de maus-tratos a animais, previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, com agravante por se tratar de um gato. A Polícia Civil informou que os responsáveis legais pelos adolescentes desconheciam o ocorrido.
A investigação foi concluída com base em provas como registros audiovisuais, depoimentos e laudo veterinário. Os adolescentes não possuem histórico de atos infracionais.
Recuperação da Gata Safira
A gata, chamada Safira, foi levada para uma clínica veterinária em Taubaté. Apesar do impacto, ela não sofreu fraturas. O veterinário Eric Lobato Cursino informou que Safira passou por exames e iniciou o tratamento. Foi constatada uma torção no joelho e uma leve dor na região lombar. O veterinário espera uma recuperação entre 7 e 10 dias, com tratamento e repouso adequados.
Posição da Defesa
A defesa do adolescente de 16 anos afirmou que o jovem está colaborando com as investigações e que o caso será tratado dentro dos limites da lei. O advogado Danilo Mikilim lamentou a forma como o caso tem sido explorado nas redes sociais, com comentários ofensivos e ameaças direcionadas ao adolescente e seus familiares.
Próximos Passos
O caso agora será analisado pela Justiça, que poderá determinar medidas socioeducativas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).










Deixe uma resposta