Às vésperas de completar 30 anos da morte do icônico rapper Tupac Shakur, a família do artista entrou com um novo processo por homicídio culposo em Los Angeles. A ação busca responsabilizar outras partes envolvidas no assassinato ocorrido em 1996, em Las Vegas, que, segundo os advogados, ainda não responderam por seus crimes.
Alegação de Conspiração Ampla
A ação, apresentada pelos advogados de Maurice Shakur, meio-irmão de Tupac, argumenta que a morte do rapper não foi um ato isolado de retaliação após uma briga. Em vez disso, o processo sustenta que o assassinato foi parte de uma “complexa conspiração para assassinar Tupac, que envolveu muito mais do que mera retaliação por uma altercação anterior”.
O Assassinato e a Investigação
Tupac Shakur foi baleado em 7 de setembro de 1996, após deixar o MGM Grand, em Las Vegas. O rapper foi atingido quatro vezes após um Cadillac branco parar ao lado de seu carro. Ele faleceu dias depois, e o caso permaneceu sem solução formal por mais de duas décadas.
Somente em 2023, Duane “Keefe D” Davis foi preso e formalmente acusado pelo assassinato. Atualmente, ele aguarda julgamento e responde criminalmente pelo caso, embora também esteja detido na Penitenciária Estadual de High Desert, em Nevada, por condenações relacionadas a brigas na prisão. O julgamento de Davis está previsto para começar em 10 de agosto de 2026.
Nova Ação Civil Busca Ampliar Responsabilidades
A nova ação civil, que tramita separadamente do processo criminal, tem como objetivo ampliar a investigação e identificar outras pessoas que teriam participado do crime. O documento obtido pela Rolling Stone afirma que “Muitas pessoas envolvidas já faleceram, enquanto outras são difíceis de identificar”. A queixa acrescenta: “No entanto, uma coisa é certa: ainda existem pessoas envolvidas no assassinato de Tupac que, por 30 anos, não foram responsabilizadas por seus crimes. Esta ação busca mudar isso e obter indenização pela morte injusta de Tupac.”
Entre os elementos citados no processo estão depoimentos recentes apresentados ao grande júri ligados à prisão de Davis e também o documentário da Netflix ‘Sean Combs: O Acerto de Contas’. A produção inclui a gravação de um interrogatório policial em que Davis alega que Sean Combs teria oferecido 1 milhão de dólares para assassinar Tupac. A acusação foi negada por Combs, que classificou o documentário como “uma vergonhosa tentativa de difamação”.
O processo lista ainda 99 cúmplices ainda não identificados, sobre os quais os advogados pretendem buscar informações através da fase de descoberta de provas. “Embora a investigação e os registros públicos tenham revelado os nomes de certos indivíduos que podem ter participado ou facilitado o assassinato”, afirma a queixa, “a natureza e a extensão específicas do envolvimento de cada indivíduo — e as identidades de outros indivíduos que podem ter participado do planejamento, financiamento, direção ou execução da conspiração — permanecem desconhecidas.”
Duane Davis se declarou inocente das acusações criminais. No entanto, sua defesa enfrenta o peso de declarações feitas por ele próprio em seu livro de memórias, ‘Compton Street Legend’, publicado em 2019. Na obra, ele descreve detalhes do momento do crime e sugere envolvimento direto no episódio, relatando que Tupac sacou uma arma, o que levou um de seus acompanhantes a atirar de volta.
Fonte: Aventuras Na história
- Rolling Stone










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