O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, protagonizou um momento de cordialidade com o líder do governo na Casa, Jaques Wagner, logo após o anúncio da rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). O gesto ocorreu na noite desta quarta-feira (29), instantes depois de os senadores votarem contra o nome indicado pelo Palácio do Planalto.
Previsão de derrota captada por microfone
Momentos antes da divulgação do resultado, que surpreendeu o governo, Alcolumbre foi flagrado sussurrando uma previsão de derrota para Wagner. Em voz baixa, o presidente do Senado disse que Messias perderia por uma margem de oito votos. A fala, no entanto, foi captada por microfones do plenário e transmitida pela TV Senado, expondo a antecipação do desfecho.
Segundo a assessoria de imprensa da Presidência do Senado, Wagner teria questionado Alcolumbre sobre o placar da votação. O senador Jaques Wagner era um dos principais articuladores e defensores da nomeação de Jorge Messias para a vaga no STF, o que tornou o abraço e a conversa prévia ainda mais notórios.
Rejeição no plenário
A indicação de Jorge Messias, ex-advogado-geral da União, foi formalmente rejeitada pelo Senado Federal. Por 42 votos a 34, os parlamentares negaram o nome. A votação ocorreu após um período de cinco meses de impasse envolvendo a escolha feita pelo governo federal.
Reações e reuniões pós-votação
Após a derrota no plenário, o senador Jaques Wagner dirigiu-se ao Palácio da Alvorada para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda no Congresso Nacional, antes do encontro com o presidente, Wagner comentou o resultado, classificando-o como uma “surpresa”. Ele revelou que esperava um placar mais favorável, com entre 44 e 45 votos pela aprovação da indicação.
A indicação de Jorge Messias para o STF gerou atritos na relação entre o Congresso Nacional e o governo desde que foi feita, em novembro do ano passado. Um detalhe adicional é que o próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre, havia manifestado apoio a outro nome para a vaga, o do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
Fonte: CNN BRASIL










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